segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Sobre a dificuldade de se conseguir silêncio


Tanto para estudarmos quanto para lermos ou escrevermos precisamos de silêncio. O grande problema é que estamos praticamente soterrados por barulho. Nosso cotidiano é barulhento, até mesmo nosso sono costuma ser barulhento!
Eu me pergunto se teríamos medo do silêncio, como temos medo da solidão.

O mês de janeiro ainda terminou e eu mal consigo contar quantas vezes fiquei irritada com todo o barulho feito aqui em casa e nos arredores - pela moça que trabalha aqui, pelos meus pais, pelos vizinhos... E tudo piora em épocas de férias - dos outros. Aliás, quem trabalha em casa deve estar acostumado com a percepção alheia de que, se você passa o dia inteiro dentro de casa na frente do computador, provavelmente é porque não está fazendo nada... Sendo que meu dia de trabalho começa às 10 da manhã e se encerra às 22 da noite. O principal motivo? Interrupções, porque acham que não estou fazendo nada. Das 12 horas diárias que passo tentando produzir (leia-se pesquisar, estudar, ler, escrever, revisar textos de outros, traduzir e dar atenção a quem precisa de orientação para escrever), 4 horas correspondem à média de interrupção; com sorte, passo 8 horas trabalhando.

De todos os requerimentos para se ter um dia produtivo, em que seja possível se concentrar unicamente no trabalho, eu falho em apenas um: encontrar um ambiente silencioso. Nem mesmo bibliotecas são silenciosas mais! E protetores auriculares apenas reduzem o barulho, mas não o cessam.

E quanto a você, leitor? Qual sua relação com o barulho e com o silêncio?

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